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Gestão financeira

Onde foi parar o lucro? 6 lugares para procurar

A empresa vende bem, mas o dinheiro não sobra no fim do mês. Veja onde o lucro costuma se esconder e como encontrá-lo com uma DRE gerencial.

· Equipe StarUp

Toda empresa já passou por isso: o faturamento do mês foi bom, o movimento esteve cheio, e mesmo assim o dinheiro não sobrou. A pergunta aparece na reunião, no fim do expediente, na hora de pagar os fornecedores: onde foi parar o lucro?

Quase sempre a resposta está nos números que a empresa já tem, só que espalhados entre extratos, notas fiscais e planilhas. Abaixo estão os seis lugares onde o lucro costuma se esconder.

1. Faturamento não é lucro

Vender R$ 100 mil no mês não significa ter R$ 100 mil. Desse valor saem os impostos sobre a venda, o custo do que foi vendido, as despesas fixas e as financeiras. O que sobra no final é o lucro, e ele pode ser bem menor do que a sensação de "mês bom" sugere.

A ferramenta que separa uma coisa da outra é a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício). Na versão gerencial, feita para quem decide e não para o fisco, ela mostra linha a linha o caminho da receita até o resultado.

2. O custo da mercadoria ou do serviço

Se o preço de venda não acompanhou o aumento do custo de compra, cada venda carrega menos margem do que antes. O efeito é silencioso: o volume sobe, mas o lucro por unidade cai.

Vale acompanhar a margem de contribuição: quanto sobra de cada venda depois de pagar o custo direto e os impostos sobre ela. É com essa sobra que a empresa paga as despesas fixas.

3. Despesas fixas que cresceram sem ninguém perceber

Aluguel reajustado, um sistema a mais, uma assinatura esquecida, um turno com mais gente do que o movimento pede. Separadas, parecem pequenas. Somadas, mudam o ponto de equilíbrio, o faturamento mínimo para a empresa não ter prejuízo.

4. Retiradas dos sócios misturadas com o caixa

Quando as contas pessoais e as da empresa se misturam, o lucro "some" pela porta dos fundos. Definir um pró-labore fixo e registrar as retiradas extras como distribuição de lucro deixa claro quanto a empresa realmente gera.

5. Juros, tarifas e taxas de cartão

Antecipação de recebíveis, cheque especial, tarifas bancárias e as taxas das maquininhas de cartão são despesas financeiras que costumam ficar fora da conta de quem olha só as vendas. Numa DRE bem feita, elas aparecem numa linha própria.

6. Dinheiro parado no estoque ou a receber

Lucro no papel não é dinheiro no caixa. Mercadoria parada na prateleira e vendas a prazo ainda não recebidas consomem o caixa mesmo em meses lucrativos. Por isso a DRE deve andar junto com o fluxo de caixa.

Como encontrar o lucro na prática

  1. Reúna os dados do mês: extratos bancários e notas fiscais de compra e de venda.
  2. Classifique cada lançamento em receita, custo, despesa fixa, despesa financeira ou retirada.
  3. Monte a DRE gerencial e compare com os meses anteriores.
  4. Olhe os indicadores: margem de contribuição, ponto de equilíbrio e peso de cada despesa sobre a receita.
  5. Revise o preço dos produtos com margem baixa.

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